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domingo, 8 de agosto de 2010

PEÇAS PARA O POVO!

O povo não pode ser "domesticado" ou "amestrado" para aprender a gostar de formas ou espetáculos que não têm nada a ver com ele. Quanta vezes se ouviu dizer que o povo de determinadas cidades "não está preparado" para certa peça ou espetáculo? Isso é mentira, o que sucede é que esse espetáculo ou essa peça não lhe agrada, não lhe interessa... (Boal)

domingo, 1 de agosto de 2010

ACESSE PARA TEXTOS TEATRAIS GRÁTIS:
meuteatro.blog.terra.com.br

TEATRO PARA CRIANÇAS: TÔ FORA!

O teatro é uma arte milenar que fascina adulto e crianças no mundo todo. O teatro é uma comunicação clara e direta.
Atores, iluminação, música, dança, expressão corporal, máscaras, figurinos, cenários, são elementos que compõem esse mundo maravilhoso. Qualquer mensagem pode ser bem expressada através do teatro, assim, este se torna uma poderosa arma de comunicação.
Visualizar faz com que retenhamos maior porcentagem do que está sendo mostrado. Por isso, o teatro deve ser praticado em escolas, igrejas, creches, etc. O teatro informa, diverte e desenvolve habilidades a nível psicológico e motor.
Hoje, os atores se multiplicam por todo o mundo. As universidades de teatro estão lotadas de alunos que anseiam atuarem nos palcos. Mas, o grande problema é encontrar pessoas para trabalhar com o teatro infantil.
Trabalhar com crianças não é brincadeira!
É um trabalho árduo e exige algo além de talento, algo além de conhecimento, algo além de simples habilidades artísticas!
Onde encontrar pessoas para trabalhar com crianças? Autores que escrevam peças infantis? Coreógrafos que criem danças infantis? Diretores que tenham talento para dirigir crianças? Enfim, esse é o principal obstáculo enfrentado pelas instituições que se dedicam ao trabalho com crianças.
Embora sejam raros, posso garantir que esses profissionais existem. Pessoas que se dedicam a trabalhar com crianças, usando o ingrediente principal desse sacerdócio... o amor!

FRAGMENTOS DE STANISLAVSKY

“No Teatro, toda ação deve ter uma justificativa interior, deve ser lógica, coerente e real.“

“Durante cada segundo que estivermos no palco, a cada momento do desenrolar da ação da peça, temos de estar conscientes, ou das circunstâncias externas que nos cercam ou de uma cadeia inferior de circunstâncias que foram imaginadas por nós mesmos, a fim de ilustrarmos nossos papéis.”

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A origem da expressão "merda" no teatro

A origem da expressão “merda” do teatro
Quem vive no mundo do teatro, dificilmente não fala merda antes de entrar no palco. O que muitos não sabem, sejam aqueles que utilizam a expressão ou aqueles que por ventura as ouvem, é que desconhecem a origem da expressão.
A expressão “merda” usada no teatro surgiu na França. Um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida, estava nervosíssimo, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade. No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo. Como quem tem “boca vai a Roma”, conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar suas asneiras, pisou em um cocô. Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor atuação de sua vida.
Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é sempre usada antes das apresentações. Lembrando que, nunca se deve agradecer com obrigado ou de nada quando alguém lhe desejar “merda”, deve responder apenas “merda” ou ficar calado.
Portanto, merda a todos.

Daniel Burgos
Professor de língua portuguesa e espanhola, especializando em literatura mato-grossense.
Trabalha no projeto “teatro encena” da escola Ramon Sanches Marques
Daniel Burgos
Publicado no Recanto das Letras em 19/04/2008
Código do texto: T953424

OUTRA TESE PARA “MERDA”:
Para quem não sabe: MUITA MERDA PRA VOCÊ! Ou apenas Merda! É assim que os atores e personas do mundo teatral desejam sorte um para o outro. Por mais que seja engraçada essa forma de querer o bem, esta frase, nascida na França de Molière, o berço do teatro moderno, vem sendo repetida a séculos por todo o mundo. Sua conotação de bonância partiu da grande quantidade de escrementos deixada pelos equinos que puxavam as carruagens que por sua vez levavam os nobres para apreciar os espetáculos teatrais, e quanto mais carruagens nos estacionamentos perante ao teatro, mais merda espalhada ao final do espetáculo e desse modo a enorme quantidade da mesma representava o quanto foi concorrido o evento daquela noite. Ao passar do tempo, a cada início de temporada o mais esperado entre os artistas envolvidos era exatamente “muita merda” espalhada por todo o redor do teatro, e assim foi se criando o hábito de desejar: MERDA! Se assim é, desejamos aqui para nossa nova coluna dedicada ao teatro exatamente isso, MERDA! aprenderam?
- silvia

sábado, 24 de julho de 2010

COMO ESCREVER UMA PEÇA TEATRAL

Escrever uma peça corresponde a escrever o Roteiro, ou Script, para a representação teatral de uma história. O Roteiro contém tudo que é dito pelos atores no palco, e as indicações para tudo que deve ser feito para que a representação seja realizada.

Uma página sobre como escrever um Roteiro de Teatro não basta para passar toda a idéia do que é e do que requer essa tarefa.. É necessário que a pessoa tenha assistido a um espetáculo teatral pelo menos uma vez, e que leia alguns roteiros, para que tenha a noção completa do que é escrever uma peça, e sobretudo para compreender as limitações a que o teatro está sujeito, se comparado a outros meios de produção artística como a literatura e o cinema, e também o potencial dessa forma rica de expressão artística..

A peça de Teatro divide-se em Atos e Cenas. Os Atos se constituem de uma série de cenas interligadas por uma subdivisão temática. As cenas se dividem conforme as alterações no número de personagens em ação: quando entra ou sai do palco um ator. O cerne ou medula de uma peça são os diálogos entre os personagens. Porém, o Roteiro contém mais que isto: através das Rubricas e das Indicações ele traz as determinações indispensáveis para a realização do drama e assim orienta os atores e a equipe técnica sobre cada cena da representação.

REPRESENTAR OU INTERPRETAR?


O ator é fingidor,
finge tão completamente
que convence o espectador
que sente aquilo que não sente.
(Paráfrase boba do poema Autopsicografia, de Fernando Pessoa)

"Representar ou interpretar?" , me perguntaram.

Representar é…hum. Pense na tarefa de um representante. Ele comparece a um evento substituindo alguém que não foi. Ele representa aquela pessoa. Representar é isso: estar no lugar de outra pessoa.

Interpretar é diferente. Quem interpreta observa, analisa, reflete. Interpretação significa, de certo modo, formar e emitir opinião.

No palco também. Representar é estar lá, apenas. Substituindo uma pessoa que não pode falar por si (por ser obra de ficção, como Romeu; por já ter falecido, como Cazuza; por não ter interesse em ser ator, como Patch Adams). Quem representa, está como substituto de alguém.

Interpretar é criar. Extrair significados de cada frase do texto, de cada marcação. O ator que interpreta sabe as motivações da personagem, sabe o passado dela e o contexto social onde ela viveu. Sabe a razão de cada gesto das mãos, de cada passo. Sabe o significado por trás de um passo para o fundo do palco, ou de três passos na direção do outro personagem. Interpretar é criar os tiques, o andar, o ritmo da respiração.

Representar é trabalho mecânico; interpretar é trabalho criativo.

Interpretar é o trabalho do ator.

MEMORIZAÇÃO DO TEXTO TEATRAL



Existe um mal que ronda os atores que é a maldita improvisação de texto, como desculpas para um texto mal decorado. Quando se pega um roteiro, é necessario seu estudo e memorização. Não quer dizer que durante o ensaio nao possam surgirem novas idéias, desde que não modifiquem a historia da cena. Mas a memorização das falas é necessaria.

É horrível, você chegar no ensaio e atores nao terem decorado o texto. O ensaio nao flui e atrapalha todo o elenco. E, como disse em entrevistas Suzana Vieira, Antonio Fagundes e Paulo Autran, que a memorização fiel do texto é um RESPEITO AO AUTOR!

Que sejamos mais profissionais nesta área! DECOREM O TEXTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

DICA: EXERCÍCIO DA FÁBULA

Nesta semana, em uma oficina teatral eu dividi os alunos em grupos e pedi para que ensaiassem improvisadamente uma fábula. Para cada grupo deixei uma caixa com 6 potinhos de tinta guache. Pedi para que combinassem a fábula e que pintassem o rosto de acordo com o personagem. Dei 20 minutos para se prepararem. Depois os grupos iam se apresentando. Foi um momento de muito crescimento e muito divertido.

Esse é um laboratório muito rico em ensino de técnicas pois trabalha: timidez, interpretação, postura de palco, improviso, construção de personagem, trabalho em equipe e criação. A foto acima foi tirada de um dos grupos.

Tente com sua equipe, você vai se surpreender com os resultados!!!!

DESMECANIZAÇÃO



O ator, como todo ser humano, tem as suas ações e reações mecanizadas, por isso é necessário começar pela sua "desmecanização", pelo seu amaciamento, para torná-lo capaz de assumir as mecanizações da personagem que vai interpretar.

É necessário que o ator volte a sentir certas emoções e sensações das quais já se desabituou.

COMPARTILHANDO UMA EXPERIÊNCIA



Por toda minha vida, fiz teatro na igreja, há muitos anos atras, trabalhavamos com as peças de rua da JOCUM. As equipes eram enormes, com 10, 15, 20 integrantes. Com tantas pessoas , os problemas eram constantes: atrasos, rotatividade de membros, inconstância de alguns na vida cristã, problemas com transporte, etc.

Tive uma idéia há 10 anos atrás. Estava na cidade de Fall Rives, EUA e conheci num culto um grupo teatral com poucas pessoas que faziam esquetes. Naquele momento nasceu em meu coração uma vontade de ter um grupo assim, de poucos integrantes. Seria mais fácil ensaiar, conseguir transporte, etc. Hoje , sou líder de uma equipe com apenas 3 pessoas. Trabalhamos com peças de teatro falado de curta duração e muita comédia. Temos apresentando toda semana e o nosso ministério tem crescido cada vez mais

segunda-feira, 12 de julho de 2010

FALANDO DE FIGURINO

O figurino intervém, neste sentido, como um instrumento de deformação e de transformação do físico. A coroa, o pesado manto real, darão a este ator que, na rua, anda como você e eu, um porte hierático e um passo majestoso. É claro que este fenômenos não é nem simples nem mecânico. O que transforma o ator, de fato, é simultaneamente a roupa e a consciência de representar um personagem nobre. É freqüente que, nos ensaios, o ator use panos e objetos improvisados que terão uma semelhança muito vaga com o figurino previsto. O que não diminuirá o objetivo de ajudar o ator a aprumar-se no porte exigido. Os atores bem sabem o quanto lhes pode valer um figurino bem-concebido e, ao contrário, que entraves podem surgir de uma vestimenta inadequada. Porque ela é como que o prolongamento do corpo, e até mesmo da própria personalidade do ator. É uma espécie de trampolim que permite "projetar" eficazmente o seu personagem. Idealmente, o figurino deve ser determinado em função da ação, do personagem, da direção... mas também do ator que vai usá-lo.